Acessibilidade no condomínio

Como aderir à causa, respeitar as normas e garantir a inclusão

 

21 de setembro é o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiências. Data extremamente relevante para darmos visibilidade a temas fundamentais na vida em sociedade, tais como: inclusão, respeito, empatia e cidadania.

Segundo o último censo nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2010, mais de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. Todavia, embora representado por um contingente expressivo, a luta dessa parcela populacional, sobretudo por inclusão e respeito, é diária e suas vitórias são, frequentemente, frágeis e corruptíveis.

A fragilidade dos direitos e benefícios conquistados pelos deficientes se apresenta de inúmeras formas. Não é difícil, por exemplo, encontrar carros parados em vagas privativas à deficientes e idosos, ou deparar com indivíduos que não respeitem a preferência em filas e assentos públicos. Contudo, nesses casos, os deficientes poderiam contar com a possibilidade inclusiva – caso todos agissem empaticamente. Já em muitos outros cenários, normas de acessibilidade sequer são atendidas, revelando um contexto de séria obstrução legal ainda a ser combatida nacionalmente.

Por isso, para aderir à luta das pessoas com deficiência, dois princípios precisam ser trabalhados: o papel do indivíduo em reconhecer e respeitar, e o papel das instituições em se adaptar às normas de acessibilidade. E como este é um blog destinado ao aprendizado e à qualidade de vida de todos que compartilham o condomínio, vamos abordar os dois lados dessa luta. Vem com a gente:

Moradores: o que fazer para ajudar na luta das pessoas com deficiência

 

Se eduque quanto a terminologia correta

O primeiro passo para ajudar alguém com deficiência é saber mais a respeito das palavras corretas. Algumas terminologias que antes eram consideradas padrão agora estão ultrapassadas, e podem até ser ofensivas.

Por exemplo, em vez de “deficiente” ou “portador de deficiência”, o melhor é dizer “pessoa com deficiência”. Já um cadeirante pode ser identificado como “pessoa em cadeira de rodas”. Mas não se trata de uma regra e existem algumas exceções: muitas pessoas pertencentes a grupos cadeirantes, autistas, cegos e surdos preferem ser identificadas pela condição. Se educar e se informar melhor nunca é demais.

Além disso, alguns termos que antes eram considerados politicamente corretos e até gentis agora estão ultrapassados e podem ofender. É o caso de palavras como “excepcional” ou “especial” que costumavam ser apropriadas para se referir a quem tem deficiência mental, mas agora caíram em desuso. Antigamente, se usava “inválido” ou “aleijado” para descrever quem tem deficiências físicas que limitam a mobilidade, mas agora termos como “pessoa com deficiência física” são mais adequados.

Por fim, termos como “retardado” e “mongoloide” são bastante ofensivos. “Pessoas com deficiência cognitiva ou intelectual” e “pessoas com síndrome de Down” são os termos mais corretos. Embora “retardado” antes fosse considerado politicamente correto, como muitas pessoas passaram a usar o termo de maneira depreciativa, esse não é mais o caso. Por isso, evite usar o termo como um xingamento, pois isso demonstra muita falta de sensibilidade com quem tem uma deficiência cognitiva.

 

Comunique-se diretamente

É comum que pessoas com deficiência sejam ajudadas por intérpretes, enfermeiros ou amigos durante o dia a dia. Mas é importante que, ao se comunicar com alguém que tem uma deficiência, você fale diretamente com a pessoa, sem usar o outro como filtro para a conversa. Olhe para a pessoa com quem você está conversando, não para o intérprete ou ajudante dela. É comum que as pessoas surdas olhem para o intérprete enquanto outra pessoa fala, já que elas precisam fazer isso para acompanhar a conversa. Mesmo assim, você ainda deve olhar para a pessoa surda, pois é com ela que você está conversando, não com o intérprete.

Se você estiver se comunicando com uma pessoa em cadeira de rodas, sente-se para que ela não canse o pescoço ao se esforçar para olhar para você. Evite se abaixar como faria com uma criança, pois isso geralmente é estranho.

 

Pergunte antes de oferecer ajuda.

Se você vir alguém com deficiência que parece estar com dificuldade para fazer algo, seu primeiro instinto pode ser interferir e ajudar. Mas, sem saber as necessidades e intenções específicas daquela pessoa, você pode acabar causando mais mal do que bem. Sempre pergunte antes de oferecer ajuda. Às vezes, alguém com deficiência pode parecer estar com dificuldades quando na verdade está tudo bem. Essas pessoas podem simplesmente demorar mais para fazer certas tarefas, mas isso não necessariamente significa que precisam de ajuda. Se você achar que a pessoa precisa de algo, pergunte.

Se você vir alguém com deficiência que parece precisar de ajuda, é só dizer: “Quer ajuda?” ou “Você precisa de ajuda?”. Não é necessário dizer mais nada além disso. Se a pessoa recusar sua oferta, não se sinta ofendido nem insista. Continue seu dia normalmente. A pessoa conhece as necessidades dela melhor do que você, e forçá-la a aceitar ajuda seria rude.

Não ofereça conselhos médicos, especialmente se você não for médico. Ainda que sugerir yoga para alguém que sofre de dor crônica pareça útil, lembre-se de que a pessoa já tem um médico que conhece o histórico específico dela, e dar conselhos sem que ninguém tenha pedido é um pouco arrogante.

Veja mais em: https://pt.wikihow.com/Ajudar-Aqueles-que-T%C3%AAm-uma-Defici%C3%AAncia

 

Síndicos: regras de acessibilidade para condomínios segundo a lei brasileira

Por lei os prédios têm que promover a acessibilidade de pessoas com deficiência, eliminando barreiras arquitetônicas para deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida.

O Decreto federal n. 5296, de 02 de dezembro de 2004, regulamentou as Leis n°s 10.048, de 8 de novembro de 2000, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. Segundo o artigo 18 do Decreto, “a construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção, ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT”. O parágrafo único do mesmo artigo diz que

“também estão sujeitos ao disposto no capítulo os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar e das de uso coletivo.”

Acompanhe alguns dos critérios utilizados para avaliação de acessibilidade em edificações:

Entradas e saídas:

  • Devem apresentar superfície regular, firme, contínua, estável e antiderrapante sob quaisquer condições climáticas; passagem livre de obstáculos e largura mínima de 1,20m; superfície com inclinação transversal de no máximo 2%.
  • Uso de piso tátil para indicação de obstáculos ou mudança de plano da superfície.
  • Junta de dilatação e grelha devem ser embutidas no piso transversalmente à direção do movimento, com vãos máximos de 1,5 cm entre as grelhas e preferencialmente instaladas fora do fluxo principal de circulação.
  • Capachos devem ser embutidos no piso, não ultrapassando 1,5 cm de altura.

Rampas de pedestre:

  • Qualquer desnível de plano superior a 1,50 cm é considerado degrau. Portanto, tem que ser vencido com rampa (a largura mínima deve ser de 1,20 m).
  • Patamar no início e final de cada segmento de rampa, com comprimento igual a largura da rampa, ou seja, no mínimo 1,20 m.
  • Guia de balizamento (elemento instalado junto aos limites laterais das superfícies do piso, perceptível por pessoas com deficiência visual) com altura mínima de 5 cm.
  • Piso tátil para sinalização: largura mínima de 28 cm, localizado antes do início e após o término de cada segmento de rampa.
  • Inclinação transversal de no máximo 2%.
  • Inclinação longitudinal de 5%, ou de acordo com a fórmula abaixo:

I = H x100

C = comprimento da rampa

H = altura a vencer

I = percentual de inclinação

Corrimãos:

  • O ideal é que escadas e rampas adotem corrimão nos dois lados e em duas alturas (0,92 cm e opcional para 0,70 cm) , para que crianças e cadeirantes também possam alcançar.

 

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