Gentileza no condomínio: Como lidar com vizinhos difíceis

Atos de gentileza transformam o dia daqueles que os praticam e geram, por meio do exemplo, uma rede de solidariedade que tende a perpetuar por vários ciclos sociais. Desde um simples bom dia ao porteiro à disposição do seu tempo para socorrer a senhora com suas sacolas, muitos são os atos de gentileza que podem ajudar a melhorar o seu dia e convívio social. Entretanto, alguns casos, como o de vizinhos difíceis, exigem um pouco mais de disposição e empenho daqueles que buscam tranquilidade.

Se você está lendo este post, provavelmente está enfrentando uma situação de desconforto com algum vizinho em seu condomínio. Por isso, vamos começar esta publicação dando duas notícias positivas para animar o seu dia: a primeira delas é que você já tomou o primeiro passo à caminho da solução desse conflito – buscar orientação adequada; e a segunda notícia é que listamos 3 passos práticos para lidar com seu vizinho chato da forma mais harmoniosa possível. Vamos lá?

Primeiro passo: se coloque no lugar do outro

“As pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, pelos limites do mundo.”

– Arthur Schopenhauer

Este é o primeiro e mais complexo dos passos que listamos neste artigo. Entretanto, se conseguir colocar em prática, alcançará, possivelmente, a forma mais rápida de lidar com a situação de desconforto que enfrenta atualmente com o seu vizinho.

Se colocar no lugar do outro, parece, mas não é nada simples. Isto porque, muitas vezes, identificamos com mais facilidade os defeitos do próximo, sobretudo quando estes destoam ou atingem o nosso calcanhar de aquiles, ignorando, assim, as qualidades daquele indivíduo. Acontece que ao dar enfoque apenas aos desfeitos, desqualificamos qualquer possibilidade de nos colocar no lugar do outro por falta de identificação empática.

Todavia, os benefícios dessa experiência são cirúrgicos. Basta alguns minutos de empatia para conseguir visualizar, de maneira autodidata, caminhos possíveis para a solução da desavença que possa estar passando com algum morador do seu condomínio.

Por exemplo, suponha o caso de pais que enfrentam problemas com o vizinho do andar debaixo devido ao barulho causado pelos pequenos. A primeira vista, se colocar no lugar desse vizinho parece uma atitude sem propósito devido a facilidade, gerada pelo amor que os pais têm por seus filhos, em reduzi-lo à um senhor ranzinza e sem coração. Conseguir sobrepor os defeito atribuídos arbitrariamente a este vizinho, como mencionamos, não é uma tarefa fácil.

Entretanto, o conflito mencionado não é exclusivo dos pais, o vizinho também pode estar passando por maus bocados neste cenário.

Apenas considerando os dois lados será possível sair desse impasse. E, com isso, chegamos ao segundo passo:

Segundo passo: tente o diálogo

“Os fracos usam a força, os forte usam o diálogo.”

– Augusto Cury

Dando sequência ao exemplo mencionado no passo anterior, imagine que os pais, através do exercício de se colocar no lugar deste vizinho e pelo diálogo, conseguiram descobrir que o que realmente o incomodava não eram os pequenos, mas apenas o barulho de um determinado brinquedo que se arrastava no chão. Assim, ambos entraram em um acordo de gentilezas: o famigerado brinquedo só será usado no playground do prédio e o vizinho finda suas reclamações e ligações frequentes.

O que todos os envolvidos ganharam com isso? Tranquilidade! O diálogo é a arma prática de maior eficiência para conflitos em condomínio. E, sem sombra de dúvidas, a mais econômica – tanto em tempo quanto em dinheiro.

Apesar disso, sabemos que nem tudo são flores e, as vezes, nos deparamos com vizinhos que vão além da definição sutil de uma pessoa “difícil”. Alguns casos, mesmo havendo um esforço para compreender o lado do seu vizinho, e buscar o diálogo para a solução do problema, o impasse permanece entre vocês. Nesse caso, recomendamos que prossiga à próxima sugestão deste artigo.

Terceiro passo: recorra às leis e regras do condomínio

Não se desespere, ainda há muito que pode ser feito para lidar com o seu vizinho difícil. Assim como qualquer unidade coletiva, em condomínios residenciais, as responsabilidades e deveres de todos são definidos, através de regras comuns, a fim de garantir a isonomia e harmonia do espaço compartilhado. No caso dos condomínios, há inúmeras regras que regem a convivência, sendo a principal delas o próprio Código Civil.

Com base no Código Civil, são elaboradas a Convenção do Condomínio e o Regimento Interno. Para ter acesso a esses documentos, procure o síndico do seu condomínio. De posse das regras de convivência para a sua moradia, entenda como o seu caso está definido e o que pode ser feito para garantir a efetivação do pressuposto. Se necessário, busque o auxílio do síndico para remediar a resolução desse conflito. Em última instância, a solução do impasse será levado à justiça.

 

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