Vizinhos que incomodam: o que fazer para resolver esse problema

Desde pequenos, aprendemos a conviver bem com os outros. Somos ensinados que, para que a vida em sociedade se dê da melhor maneira possível, é essencial respeitar o direito do outro, independentemente de quem seja.

Nesse contexto, vale a velha máxima: nossa liberdade termina onde começa a do outro. Porém, não são todos que pensam assim.

Mesmo a casa mais bela ou o apartamento mais luxuoso podem se tornar um pesadelo quando o imóvel está cercado pelas pessoas erradas.

Morar próximo a vizinhos que não colaboram com o bem-estar da vizinhança pode ser uma experiência bem desagradável. Não à toa, brigas entre vizinhos se tornaram um grande problema nos últimos anos, levando muitos casos até mesmo à Justiça.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa recentemente realizada pelo Datafolha mostra que vizinhos chatos são a principal reclamação de quem vive em condomínios, à frente inclusive de itens como taxas condominiais, falta de área de lazer e barulhos.

Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é fundamental que os moradores tenham noção das principais regras do condomínio e conheçam o conteúdo do regulamento interno e da convenção condominial para evitar o descumprimento das normas que garantem a boa convivência.

Tipos de vizinhos desagradáveis no mundo

Nem sempre a moradora do andar de cima que caminha de salto-alto de madrugada é o pior tipo de vizinho que você pode ter.

No Brasil, há casos muito comuns e que podem ser encontrados em quase toda vizinhança, seja em prédios ou em bairros residenciais. Famílias que brigam entre si, torcedores de futebol que gritam durante todo o jogo, vizinhos que reclamam de tudo, jovens festeiros, pais que não sabem controlar seus filhos ou o cachorro que não para de latir… Enfim, a experiência de viver coletivamente pode ser um grande desafio por diversos motivos.

Mas isso não é privilégio do Brasil.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde é comum que não haja cercas ou muros nas casas das áreas residenciais, muitas brigas são motivadas por moradores que reclamam altura da grama da vizinho, do lixo na calçada ou por aqueles mais fanáticos por delimitação de propriedade, para quem tudo é trespassing.

Seja onde for, é preciso muito jogo de cintura na hora de tentar resolver essas situações e buscar uma solução para uma convivência mais pacífica e harmoniosa.

Como lidar com vizinhos que incomodam

Lidar com vizinhos que incomodam nem sempre é uma tarefa fácil. Se por um lado falta convivência e interação entre os moradores, muitas vezes também falta bom-senso e respeito a regras básicas.

Por isso, se você mora ao lado de algum vizinho assim, estas dicas básicas podem ajudar você a evitar problemas:

 

1. Sempre que possível, se apresente aos novos vizinhos, seja como novo morador ou como quem vai recebê-los. A partir daí, seja cordial e educado todos os dias. Cumprimente-os pelo nome, segure a porta do elevador, ofereça ajuda quando necessário. Convivência, familiaridade e educação podem ser boas ferramentas para evitar e contornar possíveis incômodos.

2. Colocar-se no lugar do outro é um exercício importante para melhorar a convivência em sociedade. Lembre-se de que você também pode ter um hábito ou fazer coisas que incomodem os seus vizinhos. Se você costuma sair muito cedo pela manhã ou receber amigos para jantar, pense no bem-estar das outras pessoas.

Se algo incomoda você, aproveite o próximo encontro no elevador para abordar a situação de maneira informal. Isso dá abertura para que o vizinho também faça alguma observação importante a seu respeito.

3. Não se irrite à toa. Não reclame por algo que esteja acontecendo pela primeira vez ou que acontece muito esporadicamente. Espere alguns dias para ver se o problema se repete ou se torna mais frequente. O vizinho que tem discussões acaloradas ao telefone pode estar passando por um situação difícil no trabalho ou na família, por exemplo.

Caso isso vire um problema crônico, você pode anotar os dias e horários em que ele vem acontecendo e, se for caso, até mesmo fazer gravações. Essas evidências podem ser usadas para justificar suas reclamações e também na aplicação de advertências ou multas.

4. Hoje em dia, muitas pessoas descontentes usam as mídias sociais, como o Facebook ou o grupo do condomínio no WhatsApp, para divulgar suas reclamações sobre seus vizinhos, mas evite ao máximo essa prática. Isso geralmente torna a discussão mais acalorada, uma vez que é mais fácil escrever desaforos na internet do que ter uma conversa pessoalmente. Além do mais, isso pode expor os moradores ou o condomínio desnecessariamente.

5. Por fim, seja precavido. Antes de bater o martelo na compra ou no aluguel da sua próxima residência, tire um tempo para conhecer o bairro ou o condomínio em que você pensa em morar. Veja como é a vaga para o seu carro, observe se o imóvel fica próximo a alguma coisa que possa irritar você, como um parquinho para crianças ou o salão de festas. Além disso, é importante que o perfil dos moradores seja condizente com o seu. Se você é do tipo festeiro, certamente não será bem-vindo em um residencial em que vivem pessoas mais velhas.

Por pior que seu vizinho possa ser, vale ressaltar que entrar na Justiça contra ele deve ser sua última opção.

A primeira saída deve ser tentar resolver o problema de modo amistoso, conversando com a pessoa. Se isso não funcionar, o passo seguinte deve ser procurar o síndico do condomínio para tentar mediar a situação. Caso o problema persista, ainda há como convocar uma assembleia para discutir o ocorrido e tomar as medidas cabíveis, como advertências e multas, que podem chegar a até 10 cotas condominiais.

E você, já passou por alguma situação difícil com outro morador? O que você costuma fazer com vizinhos que incomodam? Compartilhe suas experiências ou sugestões nos comentários!

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